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Construção e imobiliário vão organizar-se em confederação

Os empresários da construção civil e das obras públicas estão apostados em conseguir convencer a opinião pública a mudar a má imagem que existe do sector. O principal argumento que têm para esgrimir é o do peso que a fileira da construção tem na economia portuguesa – é responsável por 5,5 por cento do produto interno bruto, metade do investimento nacional e mais de 500 mil postos de trabalho.

O novo instrumento que estão a preparar-se para utilizar é uma estrutura que represente a cúpula das entidades associativas e empresariais do sector da construção, o que engloba o imobiliário e todos os serviços relacionados.

A criação da Confederação da Construção e do Imobiliário (CCI) é um projecto que une há já algum tempo as principais associações desta fileira. Agora, o projecto já se começou a materializar e estão a ser preparados os estatutos da nova estrutura que tem como associados fundadores a FEPICOP (Federação da Construção que engloba as Associações AICCOPN, FEPICOP e ANEOP), a APEMIP (Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária em Portugal), a APCMC (Associação Portuguesa de Comerciantes de Materiais de Construção), a APPC (Associação Portuguesa de Projectistas e Consultores) e a API (Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários).

Manuel Reis Campos, presidente cessante da Fepicop (as eleições na federação estão marcadas para a próxima semana, em que deve ser eleito o presidente da AECOPS, Ricardo Gomes), explica que o objectivo da CCI é assegurar, enquanto parceiro social, a representação “do mais importante sector da economia nacional” nos organismos nacionais e internacionais, e exercer todas as actividades que sejam necessárias para contribuir para o progresso dos sectores que abrangem.

“O sector está em contracção há oito anos, com quebras acumuladas superiores a 25 por cento. Felizmente, as grandes empresas de construção têm conseguido bons resultados (ver estudo da ANEOP/Deloitte noutro texto), mas elas representam dez por cento do sector. O restante está a enfrentar grandes ameaças, sobretudo na área da habitação”, argumenta Reis Campos.

A aposta nos mercados internacionais tem sido a via mais utilizada pelas empresas do sector para contornar a crise que está instalada um pouco por todo o mundo. Mas essa não é uma solução que possa ou deva ser seguida por todos, afirmando Reis Campos, que também não é necessário “que se criem internamente obras artificiais”. “O sector da construção só precisa das obras que o país precisa. E ninguém põe em dúvida a necessidade de se avançar com a reabilitação”, insiste, argumentando que 34 por cento do parque habitacional português precisa de intervenção, e que esse mercado poderia compensar a quebra nos fogos novos – no primeiro trimestre construíram-se 7238 fogos, o que representa menos de oito casas novas por mês em cada município do país. “Sete casas por mês era a produção de uma empresa!”, relembra.

A criação da CCI acaba por surgir como “passo natural”, depois das divergências assumidas pela Fepicop com a CIP (o presidente da CIP, Francisco van Zeller, referiu que era na construção que havia mais evasão fiscal). “Com esta confederação pretendemos ter uma voz única, que represente e defenda os interesses de toda a fileira da construção e do imobiliário, propondo e pronunciando-se sobre todas as medidas que possam contribuir para o progresso do sector.”

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